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FRATURA DO ACETÁBULO

A fratura do acetábulo exige cuidados e tratamentos específicos e discorreremos ao decorrer desse texto sobre os principais pontos para entender essa fratura complexa, suas principais complicações e os cuidados médicos devidos.

O QUE É?

Se trata de uma fratura complexa, especialmente por se tratar uma região de anatomia em 3D. O acetábulo envolve a região articular do quadril, mais especificamente a pelve (bacia) e tem formato de um “y” invertido.

A cartilagem acetabular pode ser chamada de tecido nobre e, assim, não se regenera e é tem muita especialidade no suporte do peso corpóreo e da movimentação.

Isto é, sua carga vem de uma parte central e se distribui em duas colunas, sendo uma anterior e outra posterior. A primeira é maior e inclui principalmente a parede anterior e da Crista ilíaca até a sífise púbica. Já a segunda vem da incisura isquiática e vai até a tuberosidade isquiática.

Esse tipo de fratura é causada especialmente pelo impacto da cabeça femoral no acetábulo. Tal força pode ser aplicada tanto do trocanter maior – através do eixo do colo femoral -, tanto por um trauma que vem do eixo do membro – estando, assim, no sentido da diáfise femoral.

Os padrões de fratura que encontramos no acetábulo, variam no sentido da força aplicada e da posição em que o quadril se encontrava na hora em que tal força fora aplicada. Dependendo dessa posição, haverá um impacto maior na parede anterior, ou na posterior ou no fundo do acetábulo. Cada uma dessas variáveis gerará um padrão de fratura diferente.

Em 50% dos casos, essa fratura é causada em decorrência de outras lesões, especialmente de extremidades, mas também de crânio, torax, abdominais e outros.

Ela é mais comum em jovens, por se tratar de uma fratura de alta energia recorrente em acidentes de motocicleta ou automóveis em alta velocidade. Já em idosos, ela pode ocorrer mesmo por quedas banais, em caso de fraqueza óssea.

AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA

O raio-x do acetábulo é importantíssimo e serve para avaliar o padrão da fratura. Devem ser realizadas três incidências de raio-x, quais sejam: AP de Bacia; Alar e Obturatriz. Na avaliação radiológica, são observadas seis linhas principais: borda posterior; borda anterior; teto; lágrima; linha ilíoisquiática e linha iliopectínea.

Embora a Tomografia Axial Computadorizada – preferencialmente com reconstrução 3D -, possam ser pedidas como auxílio também por serem de extrema utilidade, é salientar saber que, de modo algum, podem substituir as radiografias.

CONSEQUÊNCIAS, PROGNÓSTICO E TRATAMENTOS

Devido ao trauma sofrido, essa cartilagem pode passar por um processo de degeneração e apresentar uma coxartrose pós traumática mesmo após se passarem anos desde o fraturamento. Em caso de luxação do quadril, em que há desencaixe das articulações, podem haver também necrose da cabeça femoral e lesões traumáticas do nervo ciático.

O prognóstico varia muito a depender da gravidade da lesão e as condições próprias ao paciente. Via de regra, se a lesão ocorre fora da área de carga, o prognótico é melhor. No entanto, o resultado final só é conhecido mesmo após meses do início do tratamento.

Existe Pode-se recorrer a tratamento conservador, em caso de fratura estável que não apresenta nenhum desvio e em alguns casos de fraturas desviadas em que a parte íntegra do acetábulo é suficiente para permitir uma certa estabilidade e congruência.

CIRURGIA

O tratamento cirúrgico, sobremodo, se baseia em duas vias principais; iliofemoral e ilioinguinal. Ele se dá em todos os casos em que é instabilidade e incongruência do acetábulo.

A fixação das fraturas pode ser feita através de placas e parafusos de tração. E, dentre algumas das complicações mais comuns, está a artrose pós-traumática. Para idosos com fraturas graves, pode ser realizada artroplastia de quadril na fase aguda da fratura.

CONCLUSÃO

A fratura do acetábulo é uma fratura de alta complexidade que pode trazer muitos incômodos. O exame e do seu padrão por ser estrutura 3D e de árduo cuidado por se tratar de uma região de sustentação do corpo.

No entanto, a aplicação de um bom diagnóstico e tratamento por profissionais competentes, é eficaz para consolidação da fratura e para evitar problemas posteriores causados pelo falta de diagnóstico preciso e de não tratamento.

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